A EVOLUCIN foi fundada em 29 de julho de 2006, atuando no sistema de voluntariado, é instituição sem finalidade lucrativa. Entre os objetivos da EVOLUCIN encontram-se o estudo e a pesquisa dos processos dos nascimentos humanos. Como Instituição Consciocêntrica visa oferecer condições para o melhor aproveitamento referente ao período da Infância, contribuindo para o desenvolvimento integral das Consciências, recuperação das idéias inatas e aproveitamento máximo das potencialidades.

O Blog tem a finalidade de oportunizar a interlocução entre os vários setores da sociedade: pais, educadores, cuidadores e profissionais ligados aos interesses da Infância, favorecendo a todos no processo evolutivo intergrupal, através de trocas de idéias, esclarecimentos, e ações cosmoéticas capazes de gerar sustentabilidade e incentivo na promoção de alternativas favoráveis ao desenvolvimento integral das crianças.


domingo, 22 de janeiro de 2012

UMA NOVA VISÃO SOBRE A INFÂNCIA

Autora: Marta Helena Fuchs, voluntária e pesquisadora da EVOLUCIN






Ao contrário do que pensa a maioria, o trauma do renascimento é muito mais sentido e intenso do que o da dessoma ou morte física. Na ressoma, a consciência passa por um restringimento intensivo, perdendo a lucidez, a liberdade extrafísica e a sutileza de manifestação e percepção.

A consciência troca de soma a cada vida intrafísica, tendo novamente que dominar e domesticar o novo corpo animal. A cada vida herdamos uma nova genética, informação esta que se integra à nossa bagagem multiexistencial – a paragenética.

Em vidas anteriores, com certeza, tivemos vários corpos bem diferentes uns dos outros, de diversas raças, compleições físicas, e de ambos os sexos.

O fato de a consciência estar ressomada, portando um novo corpo físico compromete a perceptibilidade da atual condição, criando um estado de restrição. Assim, a consciência condicionada sofre ao iniciar a nova vida física, em um soma bastante imaturo e despreparado, tornando-se refém dos novos conhecimentos e sujeita a rasgos de lembranças passadas.

Cada vida intrafísica representa uma dependência e o ser humano é o mais dependente dos animais, num corpo frágil, subordinado aos cuidados de adultos e ligado à genética, com as energias desordenadas e imaturas e, ainda, carente de afeto.

Essa mudança severa é um choque que causa entorpecimento, um adormecimento na continuidade da lucidez. Há uma quebra na sua sequência de manifestação. Há um bloqueio profundo nas memórias de outras existências.

É o ônus que a consciência tem ao ressomar, a fim de ter nova chance de redirecionar sua evolução, através de seu constante amadurecimento e do desenvolvimento de suas potencialidades.

Desse modo, na sua jornada física rumo à sua evolução, pode atingir completo desenvolvimento, permanecer estagnada, parada, imatura e até regredir.

Portanto, podem existir pessoas com compreensão acurada, com autodiscernimento, pesquisadoras de si mesmas, com a finalidade de crescimento evolutivo. Tais pessoas, através do exercício constante, diuturno e vigilante poderão medir o grau de lucidez e o grau da sua maturidade como consciência.

Nessa atitude de eterna pesquisa de si mesma, a consciência precisa reconhecer seus trafores (traços força), desenvolvendo-os e adquirindo outros; identificar seus trafares (traços fardos), esforçando-se para que sejam superados no decorrer das suas vidas intrafísicas e possam atingir pleno desenvolvimento consciencial. São consciências que se decidiram por uma opção evolutiva. Assim deixam de lado vivências precárias, subconscientes e imaturas próprias da fase infantil.

Esse infantilismo que pode persistir em algumas consciências na fase adulta e é o resultado do não aproveitamento de uma fase rica em aprendizagem enquanto crianças. Mostra a falta da capacidade e do esforço de usufruir do benefício e melhoramento que este período proporciona através das experiências e vivências.

Tais consciências vão ter escolhas, reações e comportamentos na fase atual (adulta) de um período cronologicamente que já passou e que já deveria ter sido ultrapassado. Essas atitudes desajustadas, não são coerentes com a realidade presente, uma vez que cada período da vida física tem seus parâmetros próprios condizentes com a sua faixa etária, suas condições físicas e psicológicas e estes parâmetros devem ser ultrapassados sob pena de ficarem estagnadas.

São consciências carentes de discernimento, de lucidez, de vontade de crescer evolutivamente e, principalmente, de uma autopesquisa que levará a um acurado conhecimento de si mesmas para que possam mudar para melhor. São consciências que não aproveitam os mecanismos e os procedimentos que lhe são oportunizados para serem utilizados em cada ressoma. São adultos imaturos, ingênuos. São adultos infantis. Não se libertaram do porão consciencial.

Como a infância é um período em que a consciência está restringida, obnubilada, o mais correto é tratar esta fase de maneira proveitosa, promovendo situações que possam despertar e propiciar rememorações esclarecedoras e gradativas e que, também possam estimular e evocar as retrocognições, a fim de que haja um ganho consciencial, priorizando, assim, a inteligência evolutiva.

Os pais, professores e cuidadores, enfim, as pessoas responsáveis pela educação da criança precisam assumir a responsabilidade de procurar encarar a fase infantil como um período de franco progresso, desenvolvimento e amadurecimento e assim, ser tratada como ela é - uma consciência. E, como tal, já possui a sua bagagem multissecular trazida pela paragenética. É uma consciência que está temporariamente criança, mas possui conhecimentos inatos e um somatório de autoexperiências. Conhecimentos estes que são o resultado das informações adquiridas em existências anteriores.

Essas informações inatas constituem as idéias que se conservam em estado de intuição para servirem de base à apreciação de outras novas. Cabe a nós a liberdade de rememorá-las ou não.

Caso positivo, a consciência terá uma ferramenta que proporcionará um fundamento para que os valores da educação, na nova vida, sejam um despertamento do nosso patrimônio intelectual adormecido.



                                                                      

1 comentários:

Anônimo disse...

Marta, parabéns pelo artigo. Muito esclarecedor! Vanderlei Kubiak